Formação dos próximos arquitetos corporativos desafia o mercado

Formar a nova geração de arquitetos empresariais na velocidade que os negócios atuais necessitam não será uma tarefa fácil. Enquanto muitos analistas apontam que o cargo é crítico para as empresas, considerando a ênfase que as companhias vêm colocando na construção de infraestrutura de negócios de maneira mais eficiente tecnicamente falando, treinar esses futuros especialistas está se provando um grande desafio. “A falta de profissionais com as características e competências necessárias para ser ser um arquiteto corporativo é muito clara”, afirma o analista da Gartner, R. Scott Bittler.

No Brasil, ainda não há nenhum tipo de programa universitário com esse foco, de forma que os arquitetos saem de faculdades de engenharia. Nos EUA, a Universidade Estadual da Pensylvania já oferece um curso em arquitetura corporativa, mas apenas no nível do mestrado. A universidade, no entanto, já estuda uma graduação e certificados na área, além de criar um centro de pesquisa em arquitetura empresarial.

Em um exemplo que poderia ser seguido no Brasil, a instituição firmou parceria com cerca de 70 empresas, incluindo a Boeing, Lockheed Martin e Honeywell, a associações profissionais para criar o programa, que já está em desenvolvimento há mais de um ano. “A crise atual criou demanda por pesquisa e educação formal nessa área, assim como agilidade para formar arquitetos corporativos”, opina o líder dessas iniciativas na universidade, Brian Cameron.

Nos EUA, a Gartner já indica que outras escolas estão discutindo a possibilidade de criar programas similares. No Brasil, os cursos que mais se aproximam são os MBAs de Arquitetura de TI, mas que ainda não contam com iniciativas de pesquisas que deem alicerces mais sólidos para a formação. Dependendo das possibilidades do profissional, pode valer apostar em algum curso fora do País, pois as oportunidades são grandes.

Segundo Bittler, os CIOs, arquitetos e outros líderes corporativos devem monitorar o desenvolvimento dessas iniciativas de educação e usar exemplos de programas que existem no mundo para modelar o conjunto de habilidades que vai pedir nas vagas que abrir. Como é um campo que está só iniciando, qualquer iniciativa de tirar proveito das evoluções que o mercado exibe, como programas de ensino, deve ser aproveitada”.

Com essa perspectiva, os profissionais no Brasil também precisam se preparar para as oportunidades que estão por vir: ao analisar programas qualificados ao redor do mundo, fica mais fácil orientar a formação para essa área em cursos acadêmicos de pós-graduação ou educação continuada. Se bem sucedido, o profissional pode entrar em um dos mercados mais promissores do futuro.

FONTE: http://cio.uol.com.br/carreira/2010/11/23/formacao-dos-proximos-arquitetos-corporativos-desafia-o-mercado/